Por Késia Mota
Olá, queridos! Finalmente, depois de ter cursado Grego I e Grego II (além de Latim I e Latim II), tornei-me monitora de grego! Estou muito feliz e ciente da minha enorme responsabilidade. Estudar grego é um desafio que aumenta a cada dia. Cada novo aprendizado torna a língua mais instigante e o conhecimento de cada texto clássico motiva o interesse por outros mais. É maravilhoso! Difícil e trabalhoso, mas absolutamente fantástico!
Hoje (sábado, dia 07/08) tivemos a primeira aula de Grego I do período 2010.2, com o professor Hermes Vieira. Sei que é uma aula um pouco assustadora, para os iniciantes (disse só "um pouco", tá? rs). A primeira aula de grego (e a de latim, igualmente) costuma ser assim mesmo. Mas as informações obtidas na aula vão sendo colocadas em prática através dos exercícios propostos e o entendimento das peculiaridades da língua ocorre tranquilamente se todos os exercícios forem feitos com atenção e boa dedicação. Tenho só uma dica aos meus colegas que estão iniciando nestas disciplinas: peguem uma gramática de língua portuguesa e estudem (revisem) análise sintática (sintaxe). Vai ajudar bastante.
Costumo brincar com os meus amigos, quando exalto o privilégio que temos de aprender grego e latim através de um método eficaz e competente, trazido à UFPB pelos professores Henrique Murachco e Juvino Maia, dizendo com alegria: "E é de graça!" rsrs
Realmente, o aprendizado é um enorme privilégio. Ter excelentes professores é para mim uma honra. Sou muito grata aos professores do Ambiente 4 por proporcionarem essa alegria em mim: o privilégio de adquirir conhecimento em assuntos tão elevados e importantes. Menciono os professores do Ambiente 4, especificamente, porque estou falando de grego e latim, cujo método de ensino está sob a responsabilidade destes professores. Mas não é só por isso, tenho que confessar.
Estou certa de que não existe divergência entre os alunos do curso de Letras, em relação aos professores do Ambiente 4, pelo menos num aspecto: quanto à competência (eficiência) e responsabilidade desses professores. São pontuais, assíduos, honestos, ensinam sobre o que conhecem (= não enrolam), desafiadores (e também dispostos a ser desafiados), disponíveis a ensinar e orientar os alunos que procuram aprender algo além do que está no programa do curso etc. [Nos comentários, podem mencionar outras características desses professores, se quiserem].
Estou fazendo essa "exaltação" aos professores do Ambiente 4, mas não quero que, com isso, alguém entenda que eu estou afirmando que somente eles são os bons professores do DLCV (Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da UFPB). Não é nada disso. Digo "os professores do Ambiente 4" porque realmente todos eles são bons professores. Há vários outros excelentes professores, tanto na área de Linguística quanto de Letras (Literatura). Professores responsáveis, competentes, sérios, como a Leonor (nossa coordenadora da monitoria), o Cirineu, o Márcio Leitão, a Maria Ester, a Ana Marinho, o Amador e tantos outros [se quiserem, aumentem esta lista, logicamente não exaustiva, nos comentários].
Talvez alguém esteja pensando, ao ler esta postagem: "A Késia veio ao blog da monitoria só para bajular os professores, só porque se tornou monitora de grego... blá blá blá". Mas já vou logo me defendendo. (risos). Como estudante de licenciatura, especialmente como monitora, creio ser importante fazer uma observação prática quanto ao que representa esse ofício, o de ensinar. Mais do que conhecer as teorias de didática e pedagogia, sou pela observação, pela ideia de seguir os bons exemplos e métodos adotados pelos nossos mestres. Nas universidades federais, temos contato com o que há de melhor entre os professores. É o melhor do melhor, em educação superior. Isso é um elogio, "melhor do melhor"? NÃO. É uma forma de ressaltar a responsabilidade que há no exercício do magistério superior. Ser professor é uma tarefa formidável! (Por favor, consulte o dicionário e reflita no que significa algo formidável).
Temos também alguns professores (poucos, felizmente, mas temos, infelizmente), que ensinam ao contrário: a gente aprende o que não fazer. Gostaria muito que esses professores fizessem uma reflexão quanto ao que significa ser professor de uma universidade federal. Mais do que isso, quero eu fazer uma reflexão, diante dessas pessoas: a de me posicionar contra. Estudar, trabalhar, me esforçar e procurar fazer diferente. Ser uma professora que segue o exemplo dos melhores, dos excelentes. Nunca me acomodar, nunca ter preguiça, nunca ser banal, mas aproveitar e beber da fonte do saber com competência e responsabilidade.
Estou sempre brincando com os meus amigos sobre ser devota de Palas Athena (Παλλάς Ἀθήνα)*. Quero com isso dizer que amo o saber, o conhecimento. Nada é mais compensador e mais seguro que adquirir o saber.
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* Palas Athena é deusa da sabedoria na mitologia grega, uma das 12 divindades do Olimpo. Possui outros atributos, como ser deusa guerreira conhecedora das melhores estratégias de guerra.
8 comentários:
Eu não ia visitar o blog hoje. Por que foi que o dedo clicou neste endereço? :) Deve ter sido uma premonição...
E não deu outra, Késia rides again!
Bem-vinda de volta!
(Não sei se tem hífen, e agora não vou verificar.)
Thank you!
Ué, como se agradece em grego?
Eita! Não sei como dizer "muito obrigada", em grego. É que não estudamos conversação, mas buscamos conhecer os textos clássicos.
Farei uma adaptação, ok?
ἡ εὐνοια ἡδεῖα (hé eunoia hedeía)= a benevolência é agradável.
ἡ = artigo feminino
εὐνοια = a benevolência
ἡδεῖα = agradável
Nessa estrutura em que temos em sequência artigo - substantivo - adjetivo, este deve ser considerado predicativo do sujeito. Por isso é formada a oração, embora o verbo ser (εἰμί) não esteja explícito no texto em grego.
Leonor, a sua benevolência em me oferecer boas vindas é agradável.
Valeu? rs
Finalmente temos um monitor de grego! Parabéns, Késia!
Merci beaucoup, Tulio! rs
Gente, a turma de grego iniciou o período 2010.2 com mais de 20 alunos matriculados, além dos ouvintes! É bom demais saber que o interesse tem crescido.
Ainda vou ter o prazer de ver o dia em que teremos ensino de grego e de latim no ensino fundamental e médio, no Brasil, como ocorre em países desenvolvidos!
Ocorre que "χαλεπά τὰ καλά" (kalepá tá kalá) = as coisas belas são difíceis. rs
Formidável: [Do lat. formidabilis, ‘temível’; ‘terrível’.]
Adjetivo de dois gêneros.
1.Obsol. Que inspira grande temor; que é perigoso; que tem aspecto terrificante.
2.Que é acima do comum pela força, pelo tamanho, pela intensidade; descomunal, colossal:
esforço formidável.
3.V. formidando:
“O nome espanhol, já temeroso para a cristandade, ganharia decerto muito em tornar-se formidável aos bárbaros do Bósforo.” (Latino Coelho, Cervantes, p. 42); “Sei de uma criatura antiga e formidável, / Que a si mesma devora os membros e as entranhas” (Machado de Assis, Poesias Completas, p. 293).
4.Que desperta respeito, admiração ou entusiasmo.
5.Bras. Muito bom, muito bonito; admirável, excelente, magnífico:
“fez uma acusação vibrante, veemente, formidável.” (Medeiros e Albuquerque, Surpresas..., p. 138).
6.Bras. Fam. V. bacana (1):
um filme formidável;
uma jovem formidável.
Os melhores e que melhor senencaixariam no que vc sugeriu, na minha opinião, seriam "Que desperta admiração" e "bacana". :D
Excelente, Priscila!
Ei, venha fazer parte da nossa turma de Grego I, aos sábados, na UFPB.
Horário: 8 às 12h.
Local: oficialmente, sala 401, mas no sábado isso não é uma regra. O ideal é chegar cedo para acompanhar o professor até a sala que estiver aberta ou disponível. kkk (a gente se acostuma).
Pode me ligar, se chegar um pouco atrasada, e perguntar onde estamos, se não estivermos na 401. (9607-6510)tim
Você pode se matricular como aluna especial. As matrículas para esta categoria serão feitas na Coordenação do Curso de Letras, nos dias 11 e 12, se não me engano.
Já tivemos a primeira aula, mas creio que você conseguirá acompanhar.
Tá feito o convite! :)
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